Lula e Wagner evitam política em visita a Feira
Por (José Marques)
Foto: Divulgação

Lula se encontra com Pimenta, mas não diz se apoia candidatura em 2012
O Hospital Estadual da Criança de Feira de Santana, inaugurado em agosto de 2010, recebeu nesta quarta-feira (20) a visita do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Acompanhado do governador da Bahia, Jaques Wagner, e do secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, Lula foi recebido pelo prefeito da cidade, o novo pedetista Tarcízio Pimenta, e pela primeira-dama e deputada estadual Graça Pimenta (PR). Apesar do clima político que precede as eleições municipais de 2012, tanto Lula quanto Wagner negaram apoio a qualquer pré-candidato da base aliada do município ao pleito do ano que vem. O governador foi questionado se apoiaria o deputado estadual Zé Neto (PT) à prefeitura de Feira e o deputado federal Nelson Pelegrino (PT) à de Salvador. Wagner, porém, tirou o corpo fora e disse que, por enquanto, eles são apenas nomes apresentados pelo PT. "Eu já disse que ainda temos muito caminho para andar e já disse que o máximo que eu puder fazer pela unidade da base vou tentar fazer. Esses são os nomes apresentados pelo PT, ainda não são os nomes da base aliada”, assegurou. O ex-presidente também negou apoio a Zé Neto ou a Pimenta. “Eu não estou discutindo ainda eleição porque é uma questão do partido daqui, e não uma questão minha”, afirmou Lula.
O ex-gestor nacional também comentou sobre a crise no Ministério dos Transportes – que já provocou, até o momento, 15 exonerações e afastamentos de funcionários da pasta (ver nota). Lula afirmou que as demissões “podem chegar a cem, podem chegar a um milhão, podem chegar a dez milhões” se não houver “decência” e “honestidade” nos servidores. “Só existe uma forma de as pessoas não serem investigadas, não serem punidas: é não cometerem erros. Se as pessoas agirem com honestidade, com decência, todo mundo será absolvido. Se as pessoas cometerem erros, serão punidas. Isso vale para mim, isso vale para a presidente Dilma e isso vale para o companheiro Wagner”, pontuou o ex-presidente. Apesar de, eventualmente, ser criticado por interferir no atual governo federal, o petista não se exime da influência que exerce no Planalto. Ele se qualificou como um “ajudante da presidenta Dilma”. “Tenho plena convicção da competência dela, de que ela vai fazer um extraordinário governo e, naquilo que for necessário ajudar, estarei ajudando”, completou.