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Vereadores divergem sobre CEI da Saúde

Por (José Marques)

Foto: divulgação

Senna, antigo defensor da CEI da saúde, não quer mais investigação

A crise de repasse de verbas da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) às entidades filantrópicas, que pode ser a maior dos últimos temposembora o órgão negue veementemente –, desencavou a necessidade de a Câmara Municipal de Salvador (CMS) instalar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar supostas irregularidades em contratos da pasta. O vereador Alcindo da Anunciação (PSL) recolheu, na última semana, assinaturas suficientes para a implantação do grupo de investigação, embora a iniciativa ainda não tenha sido protocolada. A ideia remonta a época do assassinato do servidor Neylton Souto da Silveira, acontecido dentro das instalações da SMS, em 2007. À época, o vereador Téo Senna (PTC), então representante da oposição e atual líder da bancada governista, foi um defensor ferrenho da implantação da CEI da Saúde. Agora, entretanto, ele “não vê necessidade” de uma apuração na Casa. O legislador quer que as assinaturas da ala da maioria sejam retiradas do pedido de abertura do colegiado. “A Câmara se posicionou e foi favorável à CEI, mas está havendo negociação entre os secretários estadual e municipal da Saúde para que a questão seja resolvida. Não é necessária a abertura uma CEI agora. Não enquanto se procura uma saída amigável para essa questão das filantrópicas”, justificou. O edil garante, ao contrário dos boatos que circulam na CMS, que “não houve uma orientação do prefeito para que a comissão fosse implantada”.

Foto: Divulgação

Alcindo diz que PT não quer CEI porque Pelegrino é vinculado a secretário da época de Neylton

À frente do projeto que implanta a Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar supostas irregularidades na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o líder da bancada independente na Câmara de Vereadores de Salvador, Alcindo da Anunciação (PSL), garante que, mesmo que a bancada do governo não queira mais, a investigação será iniciada. “Nós já temos assinaturas além do limite necessário para a implantação da CEI. Só não protocolamos no plenário porque não teve sessão hoje [segunda-feira, 18], pois os servidores municipais ocuparam os assentos da Câmara, em protesto, pela manhã”, afirmou. O edil assegura que, se o problema não se repetir nesta terça (19), a CEI será oficializada. “É uma coisa irreversível. A Câmara não pode recuar, não pode ser conivente com um assassinato [do servidor Neylton Souto da Silveira, em 2007]. Só porque o secretário [da Saúde, Luiz Eugênio] era do PT e tinha ligações com o deputado [federal] Nelson Pelegrino [PT], não vamos deixar de instalar a CEI”, assegurou. Questionado sobre a posição do líder da maioria, Téo Senna (PTC), contrária à comissão de inquérito, Anunciação releva. “A maioria da bancada do governo quer. Eu tenho os documentos assinados nas mãos. Ele [Téo Senna] é o líder do o prefeito. O prefeito pode ter dito que não quer, mas o que ele a ver com isso? A Câmara é independente, não tem que seguir o que o prefeito deseja”, avaliou.