OPERAÇÃO DA PF
Por (Marcella Mota - Brasília)
A fraude do leite foi investigada pela Operação Ouro Branco, da Polícia Federal, que descobriu que a Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil) e a Cooperativa Agropecuária de Leite do Vale do Rio Grande (Coopervale) adicionavam substâncias não-permitidas ao leite longa vida, ou com dosagem superior à permitida em lei. Laudo do Ministério da Agricultura revelou que o alimento era impróprio para o consumo humano e poderia provocar desde dores de estômago até a morte do consumidor, já que os produtores chegavam a adicionar soda cáustica e água oxigenada ao leite. O leite adulterado foi revendido pelas cooperativas para empresas de laticínios como a Parmalat e a Calu. A Polícia Federal suspeita que o esquema montado para aumentar a quantidade do produto e seu tempo de validade funcionava há, pelo menos, dois anos.