Mestre da 'Saidinha' já deixou AP de luxo

João Gordo é apontado como o padrinho criminoso do traficante Fagner Sousa da Silva, o Fal
O homem apontado como o chefe de uma quadrilha especializada em “saidinha bancária” em Salvador - solto 24 horas após ser preso em flagrante pela polícia com duas armas - é João Cardoso de Souza Neto, o João Gordo, 31 anos. De acordo com reportagem do Correio 24 horas, o criminoso é o padrinho da vida de crimes do bandido mais procurado da Bahia, Fagner Sousa da Silva, o Fal, preso na “Operação Gênesis”. João Gordo foi detido na última sexta-feira (3) quando dirigia pela Avenida Antonio Carlos Magalhães, na capital baiana. Com ele foi encontrada uma pistola Taurus 380 e um revólver 38. Apontado pela polícia como um mestre na arte das saidinhas, o acusado foi liberado no mesmo dia, após pagamento de fiança no valor de R$ 545. “A liberação foi muito rápida, considerando que ele tinha antecedentes criminais e foi preso por porte ilegal de armas”, criticou a titular da 16ª Delegacia, Jussara Souza. Em nota, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) informou que a juíza Luciana Barreto, que escreveu no ofício que o detido tinha "bons antecedentes criminais", "decidiu de acordo com a lei, em conformidade com seu livre convencimento motivado”. O órgão afirmou ainda que o criminoso nunca foi condenado e, por isso, “a constituição federal lhe dá o direito de responder em liberdade”. Mas, ainda segundo reportagem do diário, na página de consulta processual do TJ-BA, a informação é de que João Gordo foi condenado em primeira instância em abril de 2010, tendo recorrido da pena meses depois. No seu depoimento à polícia, o próprio admitiu que cumpriu 1/3 da pena e ganhou liberdade condicional devido a seu bom comportamento. “O cara aluga um apartamento no Caminho das Árvores. Todos carros que ele usava eram alugados. É muito frio e queixo duro. Disse que não sabia que tinha arma no carro. Depois que foi liberado, nem ficou nem mais no endereço. Já se mudou”, concluiu, indignada, a delegada. De acordo com dados da 16ª DP, na Pituba, nos cinco primeiros meses deste ano foram registradas 81 casos deste tipo de prática criminosa na região. O número corresponde a um aumento de 24,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 65 ocorrências.