Odebrecht pede suspeição de juíza

Marcelo Odebrecht e Bernardo Gradin
Os advogados da Kieppe Participações, empresa que representa a família Odebrecht, acionaram a Justiça nesta segunda-feira (30) para pedir a suspeição da juíza Maria de Lourdes Oliveira Araújo, da 10ª Vara de Relações de Consumo, Cíveis e Comerciais de Salvador, com quem está o processo sobre a disputa com a família Gradin em torno de 20,6% das ações da Odebrecht Investimentos. As ações pertencem aos Gradin e a Kieppe, que têm como sócios os fundadores do grupo, evocando o acordo de acionistas, quer comprá-las por R$ 2,5 bilhões, conforme avaliação feita pelo banco Credit Suísse; consumando a dívida por via judicial. Os Gradin pediram que a Justiça instaurasse uma arbitragem para decidir sobre a questão. Segundo o advogado Chico Bastos, da Kieppe, a magistrada está com sua "capacidade subjetiva comprometida", ao argumentar que ela desconsiderou uma série de recursos da empresa e, sem julgar o caso nem nada comunicar à outra parte, deflagrou, em decisão do processo, a instalação da arbitragem.