Vereador quer onerar prefeitura com totens
Foto: Tiago Melo/ Bahia Notícias
Os famosos totens da orla e locais privilegiados de Salvador, que já foram consertados antes mesmo de sair da fase experimental e motivaram ação do Ministério Público Estadual contra a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom), estão próximos de estarem presentes em todos os bairros, com as suas mirabolantes “funções”. Projeto de lei do vereador Joceval Rodrigues (PPS) pretende obrigar a implementação dos equipamentos nos quatro cantos da cidade, como forma de fornecer informação sobre o nível de radiação ultravioleta. A medida, conforme a justificativa do edil, é para que as máquinas sejam aliadas na “prevenção ao câncer de pele”. Os totens já viraram alvo de uma série de questionamentos por não cumprir o seu ofício de origem, pois, segundo anunciou o próprio prefeito João Henrique (PP), seriam utilizados para auxiliar na segurança da capital e distribuir internet banda larga gratuita. Acontece que nem as câmeras nem a rede wi-fi funcionam e a geringonça virou apenas uma espécie de outdoor vertical a ser explorado pelas agências de publicidade. Pior é que não bastasse a crise financeira enfrentada pela prefeitura, há quem defenda, como o relator da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Alfredo Mangueira (PMDB), que os custos para implementação das máquinas sejam arcados pelos cofres municipais, mais especificamente pela Superintendência do Meio Ambiente (SMA). A proposta ainda tramita na Casa, mas, conforme o regimento interno, poderá cair antes de ir a plenário, já que onera o Palácio Thomé de Souza, fato vedado ao Legislativo.