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Wagner: Termo foi firmado, mas não garante BRT

Por (Patrícia Conceição)

Em entrevista à rádio Tudo FM, na manhã desta quinta-feira (26), o governador Jaques Wagner admitiu a existência de um contrato assinado com o governo federal que prevê a implantação do Bus Rapid Transit (BRT) em Salvador. No entanto, diferentemente do que afirmou o ex-coordenador municipal da Copa, Miguel Kertzman, ao Bahia Notícias, a definição do modal de transporte não seria um fato consumado e o termo de compromisso não invalida a realização da Proposta de Manifestação de Interesse (PMI). “A possibilidade está em aberto. O que foi previsto, realmente, lá atrás, na assinatura do contrato, na época do governo do ex-presidente Lula, era que poderia ser o BRT, mas nós estamos fazendo como manda a boa administração, pedindo a análise técnica de sete empresas diferentes que se inscreveram no processo”, afirmou o gestor, que não respondeu se foi notificado pela esfera federal sobre o assunto. Para Wagner, é importante que o sistema escolhido seja moderno, esteja integrado ao metrô e seja viável do ponto de vista do tempo e dos recursos disponíveis. “As manifestações estão sendo entregues, a equipe está debruçada sobre isso e a gente vai chegar a uma posição de consenso sobre o que é melhor para Salvador e para a Bahia. Se vai ser BRT, como realmente era a primeira previsão, essa é uma discussão técnica e não política. Ninguém tem que ficar dizendo o que prefere, não se trata de preferência, se trata daquilo que é mais adequado à cidade”, declarou o governador, que afirmou ainda não estar interessado em “polêmicas puramente políticas”.