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Mais uma quarta feira para o TJ-Ba

O Pleno do Tribunal de Justiça da Bahia irá se reunir, mais uma vez, na manhã desta quarta feira. Dá sequência a uma série dereuniões semelhantes convocadas para julgar recursos impetrados pelos seus servidores (que são obrigados a contratar advogados) em assuntos do interesse da classe. A rotina do TJ-Ba nessas quartas é sempre a mesma: a de nada decidir, num processo de procrastinação de sentença através do recurso do pedido de vistas feitos por desembargadores que se revezam nesta tarefa, de modo a impedir uma definição. São sempre quartas-feiras em que o Pleno reúne para nada concluir, a não ser gastar o tempo. O Sinpojud, em conseqüência, determinou que as quartas-feiras, assim posto, serão de greve (nada fazer) também para os servidores, acompanhando a posição do Pleno, até que haja uma solução, enfim, do tribunal. A situação é de tal modo incomodativa que o Judiciário baiano retornou à época em que era conhecido nos tribunais federais superiores como a terceira justiça do País. Dizia-se, então, que “existia a má justiça, a boa justiça, e a justiça baiana”. Não mudou nada. Tão grave é que surgem apostas sobre qual dos desembargadores  pedirá vistas ao processo, ou o que dirá “que não estudou ainda convenientemente o assunto”, como um alegou num dos processos na quarta passada. O jogo jurídico do não decidir ganha repercussão que arranha a imagem da Justiça baiana. Virou novela.