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‘ELE QUER SER VEREADOR’, DIZ SOLLA SOBRE CAIRES

Por (Patrícia Conceição)

Foto: Tiago Melo/ Bahia Notícias

O secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla, em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Tudo FM, reafirmou que está aberto ao diálogo com a categoria dos médicos e profissionais de saúde, em greve desde terça-feira (3), mas não abre mão da implantação da avaliação permanente de desempenho, prevista para entrar em vigor em 1º de julho. “Os médicos rechaçam a implantação desse sistema porque querem que a gratificação máxima seja paga, independentemente do desempenho do profissional. Mas não é justo que um médico que não cumpre suas obrigações receba a mesma gratificação que um profissional que cumpre sua jornada de trabalho e a programação mínima estabelecida. Toda pessoa que atua em função pública precisa ter seu desempenho avaliado”, defendeu. Segundo o titular da pasta, a adesão dos médicos à paralisação é muito baixa, algo em torno de 0,1 e 0,2 %. “A maioria absoluta dos funcionários está trabalhando, todas as emergências estão funcionando e nenhuma cirurgia ou internação deixou de ser feita. A paralisação está restrita a poucos ambulatórios. No Roberto Santos, por exemplo, apenas nove médicos faltaram”, afirmou. Solla não descartou a possibilidade de José Caires, presidente do Sindicato dos Médicos (Sindimed) e filiado ao PCdoB, usar a paralisação para fortalecer uma possível candidatura nas eleições de 2012. “Ele quer ser candidato a vereador, todo mundo sabe disso. Agora, se ele está usando o sindicato para orquestrações políticas, eu não posso afirmar”, titubeou. O secretário negou ainda que haja rusgas entre PCdoB e PT na administração da saúde no estado. “Não há divergências. Contamos com grandes contribuições do partido no projeto de saúde do governo Wagner”, afirmou.