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Governo admite dívida com empresários

Pequenos e médios empresários da construção, filiados à Associação Baiana das Empresas de Obras Públicas (Abeop), estão preocupados em não receber o pagamento de contratos atrasados em até um ano pelo Executivo estadual, após o governo alegar que depende do recebimento de parte do do empréstimo de R$ 375 milhões feito ao BNDES em 2009. Além dos trabalhos paralisados, cerca de mil operários podem ser demitidos, caso as empresas não recebam seus créditos. As obras, em diversos municípios, foram contratadas por meio de licitação e abrangem escolas, hospitais, centros de Saúde da Família, pavimentação de ruas e construção de cisternas. Apesar do secretário da Fazenda, Carlos Martins, ter declarado, na última audiência pública sobre as contas do Estado na Assembleia Legislativa, que o governo não devia nada a ninguém, o titular do Planejamento, Zezéu Ribeiro, assume: "Devo, não nego, não pago por enquanto porque não posso". Segundo ele, o governo já pagou R$ 386 milhões das Despesas do Exercício Anterior (DEA) e restam R$ 119 milhões para quitar a dívida. "Para a segunda parte da parcela entrar nas contas do governo, é preciso prestar contas dos gastos, o que até o momento não foi feito", afirma. O presidente da Abeop, Heliton Castelo Branco, diz que os empresários prejudicados têm emprestado dinheiro de bancos para manter seus negócios. O secretário do Planejamento, por outro lado, garante nunca ter recebido solicitação da entidade para um encontro: "já recebi de outras e tenho conversado". Com informações do A Tarde.