SINDIMED NÃO QUER CUMPRIR ACORDO, DIZ SOLLA
O secretário estadual de Saúde, Jorge Solla, respondeu às críticas feitas pela direção do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed) com relação à política salarial do governo (ver aqui e aqui). De acordo com o titular da Sesab, em entrevista ao Bahia Notícias nesta quarta-feira (4), o grande impasse entre a categoria e o governo gira em torno do pagamento da bonificação. “Eles querem que paguemos o valor máximo da gratificação, sem nenhuma avaliação. Isso descumpre a Lei, aprovada na Assembleia Legislativa, a qual foi construída em comum entre o governo e o sindicato. Não vamos aceitar isso”, alertou. Atualmente, o valor mínimo da gratificação mensal, pelos plantões acumulados de 24h, é de R$ 2,3 mil, e o máximo – o qual os médicos reivindicariam para todos, independentemente de desempenho – é de R$ 3,4 mil. “A partir de 1º de julho, a avaliação será obrigatória”, avisa Solla. O gestor da Sesab disse ainda que, ao contrário do que foi divulgado, a paralisação dos médicos ocorrida nesta terça não mobilizou 10% da categoria, mas sim 0,1%. “Se em um universo de cerca de 3,5 mil profissionais, apenas 38 pararam, alguém fez uma conta errada e divulgou”, pontua. Sobre a política salarial, apresenta números para rebater as críticas. “Até 2006, antes de entrarmos no governo, um médico recebia R$ 1.112,95 por um plantão de 24h. Desde janeiro de 2007, quando entramos, esse valor só faz crescer e hoje é de R$ 3.441,95. São mais de 200% de aumento”, argumentou.