Reforma: sem votos, oposição apenas critica

“Não compete à oposição aprovar ou rejeitar, até porque a oposição não tem voto para isso", afirmou Paulo Azi (DEM)
Paulo Azi ainda destaca que, embora diminuta, a oposição colocará em evidência as incoerências do projeto. “Esses problemas deles não nos interessam. O que nós gostaríamos de ver é o projeto debatido. Infelizmente a criação de cargos atende exclusivamente as questões políticas do governo”, lamentou. “Não compete à oposição aprovar ou rejeitar, até porque a oposição não tem voto para isso. Mas vamos expor o momento inadequado que essa reforma chega. O governo contingenciou R$ 1 bilhão, e, ao mesmo tempo, cria cargos, cria secretarias”, protestou. Azi também tocou em um dos temas polêmicos da reforma que altera a estrutura da Secretaria de Meio Ambiente, com a desarticulação do Conselho Estadual de Proteção Ambiental (Cepram), que somente terá atribuições consultivas. “É um verdadeiro retrocesso a desativação do Cepram. Até agora não nos foi dada nenhuma explicação. Transformaram o conselho na nova rainha da Inglaterra”, ironizou, em alusão ao engessamento do órgão. Já seu companheiro de oposição, Sandro Régis (PR), compara a criação dos 173 cargos com os 560 policiais civis aprovados em concurso que ainda não foram convocados. “Como é que o Estado vai fazer uma reforma administrativa se não tem dinheiro nem para a convocação de policiais. Acredito que a segurança pública deveria ser a prioridade neste momento atual”.