Reforma: para votar, base quer negociação
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"Até então, existe uma coisa ou outra que se comenta, mas nada que venha a fazer uma preocupação generalizada", afirmou Zé Neto (PT)
Questionado pelo Bahia Notícias se há como garantir uma coesão da imensa base que pleiteia mais espaço no governo, Zé Neto se mostrou mais esperançoso, embora admita que entraves possam surgir. “A conversa vai ser amanhã. Obviamente a gente espera que haja alguma obstrução, mas nada de anormalidade. Sempre há um ruído. Não vai ser diferente agora. Mas nada que não seja contornado. Até então, existe uma coisa ou outra que se comenta, mas nada que venha a fazer uma preocupação generalizada”, explicou. Já do outro lado, a oposição reclama do “rolo compressor” governista que não põe as pautas em discussão e nem abre a porta para o debate. O democrata Paulo Azi ataca a “gula” de partidos da base que estariam usando os votos como negociação. “Infelizmente o que tem pautado a base do governo não são as questões técnicas. Não se procurou discutir o projeto. Esse projeto tem sido usado pelos partidos que estão insatisfeitos como forma de chantagem. A base do governo está insatisfeita e está tentando dificultar, no sentido de forçar o governo a um determinado tipo de negociação. Vale ressaltar que esse é o primeiro projeto importante que chega na Casa depois de quatro meses”, lembrou o oposicionista.