Eleição racha o sindicato dos petroleiros
A eleição pela escolha da nova diretoria do Sindiquímica-BA (entidade de classe que reúne os trabalhadores químicos e petroleiros da Bahia), que começou na segunda e vai até sexta-feira (15), virou caso de polícia. A disputa política pelo poder na maior entidade sindical do Nordeste, com 40 mil trabalhadores na base e 14 mil filiados, já gerou duas queixas-crime por intimidação e fraude. Representantes da Chapa 1, que tem o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), reclamam que há destruição de listas de votação com o objetivo de melar o pleito. “Uma parte da diretoria do sindicato está trabalhando pela eleição e outra parte boicotando”, disse o dirigente Christian Pereira. Ele acusa deputados estaduais e até federais que apoiam uma das chapas de interferência, e cita o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT). “Não estou participando do processo eleitoral e considero irresponsáveis estas acusações”, rebateu o petista. Uma denúncia ao Ministério Público reclama ainda que policiais à paisana armados, ligados à Chapa 2, têm intimidado os eleitores. O Sindiquímica foi berço político do governador Jaques Wagner, e dos deputados federais Luiz Alberto e Rui Costa, todos do PT. Informações da Revista Época.