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TJ instaura sindicância para apurar corrupção

Por (Evilásio Júnior)

O Tribunal de Justiça da Bahia decidiu instaurar uma sindicância, em caráter de emergência, para apurar uma série de denúncias sobre a existência de um suposto esquema de corrupção que envolveria o Fórum de Simões Filho e a Colônia Penal da cidade da Região Metropolitana de Salvador. A desembargadora Telma Britto, presidente da Corte, se reuniu com a sua equipe nesta quinta-feira (7), após ser informada da possível irregularidade durante entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM. De acordo com ouvintes, servidores públicos teriam formado uma rede de cobrança de propinas para conceder liberdade a presos. Conforme a magistrada, caso a apuração confirme a existência da quadrilha, os integrantes serão responsabilizados criminal e administrativamente. “A responsabilização criminal, lógico, com a instalação de inquérito policial, que nós vamos requisitar, para apurar a responsabilidade de todos. Dos nossos servidores, também, a responsabilização administrativa. É grave a denúncia, muito grave”, declarou a desembargadora, que se disse “assustada” e pediu o encaminhamento das informações diretamente a ela. Segundo Telma Britto, este tipo de crime não é recorrente no Judiciário baiano. “O Poder Judiciário não aceita esse tipo de prática. Não é muito comum não, servidor envolvido com crime... O que tem chegado aqui as corregedorias apuram, fazem inquérito. No caso de pena de demissão, que é a hipótese, se realmente ficar constatada a participação, quem demite é o Conselho da Magistratura e o conselho tem sido muito duro com este tipo de prática”, argumentou. O TJ-BA irá instaurar um processo disciplinar contra os acusados, caso a sindicância comprove a ilicitude. Os integrantes da suposta quadrilha podem ser exonerados e, até mesmo, presos.