CORREIA: ‘MINAS QUER SEDIAR REGATA DE OCEANO’
Por (Evilásio Júnior)
Foto: Tiago Melo/BN
James Correia argumenta que escolha da Braskem pela Bahia se deu por 'lógica econômica'
O secretário estadual de Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, considerou como “debate sem sentido” a intenção do governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), de não desistir da instalação de um pólo acrílico em seu estado. Nesta segunda-feira (4), após a Petrobras indicar a Bahia para receber o investimento de US$ 600 milhões, por meio da Braskem de Camaçari, o tucano ficou indignado. “Nós não nos conformamos em não termos em Minas um polo acrílico e vamos fazer todo empenho junto à Braskem para termos esse investimento”, declarou Anastasia, em entrevista coletiva, após o anúncio. “É como ele querer que Minas sedie uma regata de oceano, porque a matéria-prima disponível, as condições de logística e financiamento fizeram com que a Braskem optasse pela Bahia. A Braskem, como maior petroquímica das Américas, fez uma avaliação exaustiva de onde a implantação do negócio seria melhor. Este é um assunto que não diz respeito nem ao governo da Bahia nem ao governo de Minas. É uma escolha da lógica econômica e não da vontade das pessoas”, rebateu Correia, em entrevista ao Bahia Notícias. De acordo com o titular, as empresas L. Queiroz e Basf já estão com o processo avançado de licenciamento ambiental e deverão estar aptas a negociar com a Braskem a partir de junho. Já Minas receberá uma fábrica de fertilizantes da Petrobras no Triângulo Mineiro e perderá a unidade da Fiat, que seguirá para Pernambuco.