Eron x Ivete: Fita quebrou ou não há vídeo?
Por (Evilásio Júnior)
Montagem: Site RG

Polêmica entre Tia Eron Ivete Sangalo não terá provas
Ao que tudo indica, a prova cabal do episódio em que a vereadora Tia Eron (DEM) teria chamado a cantora Ivete Sangalo de “dependente química” (leia aqui) nunca irá a público. Após o Bahia Notícias receber a informação de que o arquivo da polêmica sessão especial no Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador teria sido apagado, mas uma fita estaria em poder da assessoria de imprensa da Casa, o próprio setor desmentiu. Segundo o órgão, a cópia quebrou dentro do equipamento e teve que ser inutilizada. “Este é um problema que pode ocorrer e que nós não temos controle. Poderia ter acontecido com o material de qualquer outra sessão, como já aconteceu anteriormente”, justificou Oswaldo Lyra, responsável pela comunicação do Legislativo. Outro boato que circula é o de que pessoas ligadas à democrata e à Igreja Universal teriam requisitado o “sumiço” do vídeo.
Produtora nega - A produtora Tela, que mantém contrato com a Câmara, recebe R$ 108 mil por mês para gravar os eventos legislativos, mas também não dispõe do material. De acordo com Manuela Castro, responsável pela empresa, apesar de a assessoria informar que a fita com o discurso da vereadora Tia Eron (DEM) sobre Ivete Sangalo quebrou, não foi feito o registro da sessão especial no dia 29 de março. “Não fizemos a gravação da homenagem ao Mês da Mulher porque o gabinete da vereadora não solicitou. Nós fazemos tudo que ocorre em plenário e transmitimos ao vivo pela TV Câmara. Quando tem algum evento no Centro de Cultura ou no auditório tem que haver solicitação. Acontece que o vereador, muitas vezes, precisa da cobertura de alguns eventos, mas faz o pedido em cima da hora, altera as datas e não nos comunica. Enquanto licitante da TV Câmara, a Tela só registra o que a Ascom (assessoria de comunicação) determina que a gente faça”, explicou. Conforme a própria assessoria da Câmara, não é a primeira vez que um arquivo é requisitado à produtora e não é encontrado. A edil Vânia Galvão (PT), por exemplo, não conseguiu localizar a filmagem de uma audiência pública, realizada em 23 de março, sobre a aplicabilidade da Lei Maria da Penha. O assunto, obviamente, não era tão polêmico e não requeria comprovação de determinado discurso. Estranhamente, enquanto o BN protocolou na sexta (1º) o pedido do material, Eron, que seria a principal interessada em comprovar o que propagou – de que não teria usado a artista como “mau exemplo para os jovens” –, ainda não solicitou o vídeo.