Eron x Ivete: Produtora nega ter feito gravação
A produtora Tela, que mantém contrato com a Câmara, recebe R$ 108 mil por mês para gravar os eventos legislativos, mas também não dispõe do material. De acordo com Manuela Castro, responsável pela empresa, apesar de a assessoria informar que a fita com o discurso da vereadora Tia Eron (DEM) sobre Ivete Sangalo quebrou, não foi feito o registro da sessão especial no dia 29 de março. “Não fizemos a gravação da homenagem ao Mês da Mulher porque o gabinete da vereadora não solicitou. Nós fazemos tudo que ocorre em plenário e transmitimos ao vivo pela TV Câmara. Quando tem algum evento no Centro de Cultura ou no auditório tem que haver solicitação. Acontece que o vereador, muitas vezes, precisa da cobertura de alguns eventos, mas faz o pedido em cima da hora, altera as datas e não nos comunica. Enquanto licitante da TV Câmara, a Tela só registra o que a Ascom (assessoria de comunicação) determina que a gente faça”, explicou. Conforme a própria assessoria da Câmara, não é a primeira vez que um arquivo é requisitado à produtora e não é encontrado. A edil Vânia Galvão (PT), por exemplo, não conseguiu localizar a filmagem de uma audiência pública, realizada em 23 de março, sobre a aplicabilidade da Lei Maria da Penha. O assunto, obviamente, não era tão polêmico e não requeria comprovação de determinado discurso. Estranhamente, enquanto o BN protocolou na sexta (1º) o pedido do material, Eron, que seria a principal interessada em comprovar o que propagou – de que não teria usado a artista como “mau exemplo para os jovens” –, ainda não solicitou o vídeo.