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Camamu: Prejuízo pode ser de R$ 30 mil por dia

Declarada como “grande propriedade produtiva”, conforme laudo emitido pelo Incra, a fazenda Cultrosa, localizada em Camamu, no baixo-sul baiano, invadida por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na madrugada desta segunda-feira (4), pode ter um prejuízo diário de até R$ 30 mil por dia, caso os manifestantes paralisem as atividades no local. A estimativa é do proprietário do latifúndio, Gileno Brandão, que reclamou da incursão à propriedade. “Foi feita a vistoria e não tem por que invadir. É uma fazenda dentro dos padrões e com índice de produção, inclusive, muito acima do exigido pelo Incra”, argumentou. O empresário negocia a saída dos manifestantes da área – uma das 15 ocupadas pelo MST como parte da jornada de invasões do “Abril Vermelho”, que lembra a morte de 17 sem-terras em Eldorado dos Carajás, em 1996. “Eu conversei com Fulgêncio e Márcio, coordenadores do grupo, sobre a saída das famílias do local. Eles dizem que não têm como deixar o local, pois não há alimentação para as famílias... Eu acredito que eles devem procurar o Incra, para resolver este problema. Se eles conseguirem paralisar os serviços na fazenda, teremos um prejuízo de R$ 20 mil a R$ 30 mil por dia”, apontou. A reportagem tentou entrar em contato com as lideranças do MST, mas não obteve êxito.