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CASO ERON: CORREGEDORIA PRECISA SER PROVOCADA

Por (Evilásio Júnior)

Fotos: Max Haack/BN

Declarações de Tia Eron tomaram 'chá de sumiço'; corregedor Alcindo Anunciação critica 

A Corregedoria da Câmara Municipal de Salvador ainda não adotou nenhuma medida sobre a suposta declaração da vereadora Tia Eron (DEM), que teria chamado a cantora Ivete Sangalo de “dependente química”, durante evento religioso na Casa. O titular da pasta, Alcindo Anunciação (PSL), em entrevista ao Bahia Notícias, disse que não pode, espontaneamente, tomar nenhuma atitude. “Para abrir qualquer procedimento, a Corregedoria precisa ser provocada e isso pode ser feito por qualquer cidadão, não precisa ser vereador”, sugeriu. O edil, que acumula a função de líder do bloco independente, não tem opinião formada sobre o episódio e também não sabe qual é o posicionamento dos seus pares. Ele acredita que o debate deverá retornar a partir de segunda-feira (4). “Primeiro porque ela disse que não disse. Segundo que eu não vi. Particularmente, eu não acredito que ela, como presidente da Comissão das Mulheres, tivesse uma posição agressiva contra dependentes químicos, até porque, hoje são casos considerados de saúde pública. Tentei falar com ela e ainda não consegui. Estou no aguardo. Na próxima semana, quando serão reiniciadas as sessões, esse assunto deve voltar, até porque o pastor disse que ouviu ela falar”, declarou, ao referir-se à declaração do reverendo Edésio Chequer ao BN. Como o áudio que comprovaria se Eron falou ou não que Ivete seria um mau exemplo para a juventude tomou “chá de sumiço” na Câmara, Anunciação questionou a utilidade da produtora contratada pela TV Câmara para registrar as sessões. “Aí está errado. Essas coisas não podem ser apagadas de um dia para o outro, porque, quando o assunto vier à tona, tem que estar lá para comprovar. Senão, não tem sentido gravar”, ponderou. O presidente do Legislativo, Pedro Godinho (PMDB), não foi localizado pela reportagem para comentar os fatos.