PSD é ‘estímulo à traição e à molecagem’
Por (Rafael Rodrigues)
Foto: Tiago Melo / BN

A possibilidade de perda de quadros do PMDB para o PSD (a nova sigla liderada na Bahia por Otto Alencar) irritou Geddel Vieira Lima, que qualificou a nova legenda como um “partido de aluguel para burlar a legislação”, disse, em entrevista à Rede Tudo FM 102,5 (ver notas I e II). “Lamentável que depois das mudanças na legislação para evitar a infidelidade, esses movimentos continuem. Obviamente isso não é bom para a democracia. É um estímulo à traição e à molecagem na política”, condenou. Na entrevista, Geddel mostrou-se decepcionado com os deputados estaduais da sua legenda que assinaram o manifesto de criação do PSD (Ivana Braga, Temóteo Brito e Alan Sanches) e ameaçam migrar para a agremiação, que será governista na Bahia. “Eles não têm razão para mudar. Não se está fazendo grandes obras, não há grandes convênios, não há um grande governo. O que há é essa cultura de querer ser governista de qualquer jeito”, atacou. Ele citou o caso de Sanches, que teria sido eleito vereador, presidente da Câmara Municipal, deputado estadual, e escolhido vice-líder da oposição na Assembleia devido ao apoio do partido. “Ele era até citado como prefeiturável. Que razão tem para sair? É impossível esse argumento de dizer que não tem prestígio no PMDB”, disse. Outro caso que gerou insatisfação foi o de Ivana, que “três vezes se lançou, nunca se elegeu. Sai pelo PMDB, se elege, e depois de dois meses quer sair do partido”.