Brasil vota a favor de resolução contra o Irã

Dilma endurece o jogo contra o regime de Ahmadinejad
A representação diplomática brasileira mudou seu voto e se declarou, nesta quinta-feira (24), a favor de uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) para investigar denúncias de desrespeito aos direitos humanos no Irã. Diferentemente do que ocorreu no governo Lula, quando o país defendeu um diálogo com o regime de Mahmoud Ahmadinejad, a então presidente eleita Dilma Rousseff já dava sinais de que endureceria as relações com o país muçulmano. Em novembro do ano passado, por exemplo, a diplomacia brasileira se absteve quando a ONU votou resolução contra o Irã por conta do caso Sakineh Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento sob acusação de adultério e participação na morte do marido. Na ocasião, Dilma criticou a posição do governo. A resolução votada nesta quinta prevê o envio de um relator sobre o assunto para o país persa, que não permite a entrada dos funcionários das Nações Unidas desde 2005. A proposta teve aprovação de 22 países, enquanto sete votaram contra e 14 se abstiveram.