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PMDB não punirá adeptos ao PSD

 Foto: Max Haack/BN

Lúcio Vieira Lima critica formação do PSD, mas nega que filiados definiram saída do PMDB

Embora o PMDB seja um dos partidos que mais sofrerão baixas na Bahia com a criação do PSD, os filiados que participaram do manifesto de criação, no domingo (20), não sofrerão retaliações. O presidente estadual da agremiação, o deputado federal Lúcio Vieira Lima, ao contrário do colega de Câmara ACM Neto (DEM) – que declarou não aceitar o retorno dos insurgentes, em entrevista ao BN –, apesar de criticar o movimento do prefeito paulistano, Gilberto Kassab, disse não acreditar que haverá facilidade para o recolhimento das 500 mil assinaturas em nove estados. A exigência é requerida para que a nova sigla seja registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Esse PSD é um absurdo. É um crime eleitoral declarado. Mas a angústia agora é de quem foi (ao manifesto de criação). Eles estão entre a cruz e a caveirinha. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, ironizou.Foto: Beto Jr./BN

Foto: Beto Jr/BN

Mentores da criação do PSD, Otto Alencar e Gilberto Kassab, criaram problemas para os partidos

Metade dos integrantes do PMDB na Assembleia Legislativa baiana – Ivana Braga, Temóteo Brito e Alan Sanches –, participou do evento no Hotel Fiesta e deve deixar o partido. O deputado federal Lúcio Vieira Lima, porém, afirma que não houve constrangimentos internos. “Ele têm o direito de ir e vir. Até porque, todos estiveram comigo hoje (segunda, 21) e foram unânimes em agradecer ao partido. Todos estão na expectativa de o partido ser formado ou não. O meio político está assustado. O que posso dizer é que ninguém se desfiliou do PMDB e o partido sempre os ajudou. Os principais sucessos eleitorais deles foram dentro do partido. Eles não têm razão para sair, a não ser que seja por fisiologismo, como tem sido falado, o que eu prefiro não acreditar”, amenizou. O peemedebista disse ainda que vê com “naturalidade” a entrega da vice-liderança da oposição por Sanches. “Ou a bancada achou por bem solicitar ou ele, eticamente, achou que devia entregar. Acho natural tanto o desconforto da bancada, porque ele foi a um evento político governista, quanto a situação dele, que não deve se sentir à vontade em permanecer”, ponderou. Entre os 15 parlamentares que assinaram o ato pró-PSD, só o DEM teve mais adeptos que o PMDB, com os federais Paulo Magalhães e Fernando Torres e os estaduais Gildásio Penedo e Rogério Andrade.