Diretor do Martagão: ‘Unidade ainda pode parar’
O diretor técnico do Hospital Martagão Gesteira, Carlos Emanuel Melo, reafirma a possibilidade de a unidade paralisar as atividades, por conta da falta de repasses da prefeitura, que seria da ordem de R$ 2 milhões. Em entrevista ao BN, nesta sexta-feira (18), ele fez uma tréplica à resposta do titular da SMS, Gilberto José, que negou parcialmente as pendências de aporte à instituição. Ele culpa a burocracia ou a falta de vontade política pela insegurança legal do contrato, que não foi reformulado a tempo de evitar as incongruências financeiras. “Se o Plano Operativo Anual tivesse sido reformulado em novembro do ano passado, esses problemas já teriam sido resolvidos e os valores excedentes teriam sido incorporados no contrato”, comentou. Segundo Melo, além dos valores referentes ao incentivo à cardiologia, que passam de R$ 108 mil, e os excedentes da oncologia, que chegam a R$ 303 mil mensais, há ainda valores não quitados referentes à alta complexidade, que somam R$ 412 mil. “Enviei ofício justificando as despesas à prefeitura e tentei falar inúmeras vezes com o secretário, mas ele não nos recebeu. Entretanto, em entrevista a vocês do Bahia Notícias, o secretário reconheceu que não pagou ainda os valores que dizem respeito à alta complexidade, em janeiro. Espero que cumpra o prometido de, no próximo dia 20, pagar os dois meses de uma só vez”, afirma. O Martagão Gesteira, única unidade exclusivamente pediátrica da capital, conta com 120 leitos, com taxa de ocupação média de 80%. Segundo o diretor da unidade, as doações têm ajudado a amenizar a situação na unidade.