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‘Lobby nuclear no Brasil é violento’

Os acidentes nucleares que amedrontam a população do Japão deveria tornar-se, na opinião do professor Joaquim Francisco de Carvalho, um desestímulo para projetos de construção de usinas nucleares no Brasil. Ex-diretor da empresa responsável pelas usinas de Angra 1, 2 e 3 – a Eletronuclear –, Joaquim revela existir uma grande pressão em favor das usinas nucleares do país: "Há um lobby violentíssimo da indústria nuclear. As empresas em países mais desenvolvidos investem muito em lobby", diz. “Para aliviar o custo deles, eles empurram para cima da gente", critica Carvalho. O gestor cita os EUA como um dos países que mais tentam empurrar a tecnologia para o Brasil. "Eles são contra as hidrelétricas no Brasil, não aceitam que um país como o Brasil avance numa área diferente", disse. Ex-defensor da energia nuclear, tornou-se crítico após conhecer os pormenores do perigo do modelo. "Saí por isso mesmo, não concordava com essas coisas. Correr esse risco quando não se precisa é burrice", conclui, em entrevista ao Jornal do Brasil.