Governo corta R$ 15,8 bi em despesas obrigatórias
Foto: Jornal Extra

Guido Mantega e Mirian Belchior
Dos R$ 50 bilhões que serão cortados no orçamento federal deste ano, R$ 15,8 bilhões se darão em despesas obrigatórias. De acordo com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, haverá um corte de R$ 3,5 bilhões nos gastos com pessoal, R$ 2 bilhões nas despesas da Previdência Social, ao mesmo tempo em que haverá um bloqueio de R$ 3 bilhões nos gastos com abono e com o seguro desemprego. Também está previsto um corte de quase R$ 9 bilhões nos chamados "subsídios". A diferença de R$ 36,2 bilhões do bloqueio de gastos será feita no orçamento de custeio e capital, ou seja, nos gastos do cotidiano dos ministérios e de investimentos. Segundo Miriam, os principais programas sociais, assim como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) serão preservados. "O maior corte é o Ministério das Cidades. Depois, é em Defesa. O maior percentual é em Turismo e Esporte", declarou. Ela acrescentou que o corte atinge R$ 18 bilhões em investimentos relativos a emendas de parlamentares. Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o corte não busca "derrubar" a economia brasileira, mas sim possibilitar um crescimento sustentado do Produto Interno Bruto (PIB), sem pressões inflacionárias. Informações do G1.