Samu: Prefeitura pedirá fim da greve na Justiça
A Procuradoria Geral do Município (PGM) entrará com um pedido na Justiça para que os profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Salvador, voltem aos postos de trabalho e restabeleçam 100% do serviço. De acordo com a PGM, o vínculo desses trabalhadores com o município é através do Regime de Direito Administrativo (Reda), e por isso, a greve é considerada ilegal, já que eles não são celetistas ou estatutários. “A decisão do Município se baseia também no fato de que a população não pode ser penalizada, ficando sem a prestação de um serviço de extrema importância, principalmente para a população mais carente”, justificou o procurador geral Pedro Guerra. Enquanto a decisão não for julgada, o Samu funciona apenas com 30% da capacidade. O secretário de Saúde, Gilberto José, afirmou nesta quarta-feira (23) que a pasta não tem condições de atender aos pedidos de reajustes feitos pelos profissionais. Os médicos pleiteiam salários de R$ 9 mil por quatro plantões de 24 horas ao mês, além de R$ 6 mil para enfermeiro, R$ 4,2 mil para técnico motociclista, R$ 3 mil para técnico de enfermagem, R$ 1,5 mil para telefonista em regulação médica e R$ 2 mil para condutor. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) propôs a equiparação aos salários pagos para os servidores da saúde como prevê o Plano de Cargos e Salários, e 10% de reajuste para os condutores e telefonistas.