JH: ‘Município tomará alunos da rede privada’
Por (Evilásio Júnior)
Foto: Tiago Melo/BN
Prefeito João Henrique ficou surpreso com a paralisação dos professores
O prefeito João Henrique Carneiro só foi comunicado da paralisação dos professores durante a entrevista exclusiva que concedeu ao Bahia Notícias, na saída do evento que marcou a abertura dos trabalhos da 17ª legislatura da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (15). Mesmo com os indicativos de greve, ele se disse surpreso. Em sua opinião, as escolas têm qualidade suficiente para iniciar as aulas, apesar dos problemas financeiros enfrentados pelo Município, que têm gerado uma série de reivindicações dos educadores, que não teriam as suas demandas atendidas. “O secretário João Carlos Bacelar (Educação, Cultura, Esporte e Lazer) está muito atento a isso e me disse que (a rede municipal de ensino) está funcionando em condições mínimas, não em condições ideais. Claro que nós temos muita coisa para fazer, sobretudo em um ano de contingenciamento. Esse, como disse o governador, não vai ser um ano fácil para governo nenhum. Seja para governo federal, estadual ou municipal, nós estamos vivendo aí os apertos e as dificuldades, mas as condições mínimas de trabalho nós vamos dar sim, aos professores, aos funcionários em educação e as condições mínimas também de educação. Esse é um momento de contingenciamento, mas é claro que folgando o caixa do tesouro municipal, a gente volta para as condições ideais”, prometeu. Embora haja protestos do setor, JH entende que o nível educacional da cidade é tão satisfatório que causará, em curto espaço de tempo, a migração dos estudantes da rede de ensino privada para a municipal. “O bom é que nós estamos com o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) acima da média nacional e, segundo João Carlos Bacelar, até meados do ano, a gente chega a 4,5. Hoje nós estamos com 3,7. Então, alcançando este objetivo, eu acho que, cada vez mais, as pessoas vão estar tirando os seus filhos, inclusive, das escolas particulares e botando nas escolas públicas, o que nós já verificamos ao longo desses seis anos”, exaltou.