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Wagner exige ‘credencial’ para indicações

O governador, entretanto, ressalvou que não acata quaisquer indicações dos partidos políticos, sejam antigos ou novos aliados. Ele admitiu que, durante a montagem da equipe, inevitavelmente, ficam “arranhões”. “Eu não posso ficar criando coisas para fazer o atendimento político. Isso eu não faço. Agora, absorver companheiros de caminhada e qualificar as propostas, aí sim. Eu quero reiterar aqui que não foi diferente no primeiro mandato, mas nesse mandato ainda será mais dura a cobrança direta do governador aos senhores secretários quanto à qualidade dos colaboradores. Eu já disse e quero repetir: Lugar de secretaria é o lugar de exercício das nossas obrigações”, alertou. Para ele, não há diferença entre técnicos e políticos, desde que o trabalho seja bem executado. “Um bom técnico que seja um elefante em cristaleira derruba um governo em seis meses. Uma seda entre cristais que não resolve nada, igualmente derruba um governo em seis meses. Então, não existe o caminho para zero ou cem. O caminho é ‘fifty-fifty’ (metade a metade). O caboclo tem que conversar porque o cargo dele é político. Se o cara bater a porta na cara de prefeito, de deputado e vereador, daqui a pouco vai ter uma fila na minha porta para demitir o cara. Se o cara for uma moça, uma gentileza, que recebe muito bem, mas não resolve nada, também não resolve minha vida”, avaliou. O governador entende que os aliados têm o direito de querer compartilhar as vitórias da gestão, mas têm que ter compromisso. “A máquina tem que rodar e rodar melhor do que rodou antes, e a cobrança vai ser nesse sentido. ‘Ah, eu queria botar fulano’, tudo bem, qual é a credencial? Se eu precisar de um pedreiro eu preciso de um pedreiro, se eu precisar de uma manicure preciso de manicure, se eu precisar de um gerente de banco eu preciso de um gerente de banco”, complementou Wagner.