Vigilantes trabalham em escolas sem contrato I
Por (Evilásio Júnior)
Foto: Evilásio Jr./BN

Vigilante foi flagrado em plantão na Escola Municipal General Labatut, em Pirajá
Um grupo de agentes de portaria já atua em algumas escolas municipais de Salvador ainda sem contrato efetivado. A denúncia foi passada ao Bahia Notícias por vigilantes demitidos à época da rescisão com a empresa Portal, quando 3,2 mil pessoas perderam o emprego. De acordo com eles, foi solicitado o comparecimento de aproximadamente 600 profissionais nos centros de Atenção Psicossocial (Caps), com a documentação, para que depois fossem convocados para assinar o contrato. A nossa reportagem foi a campo e flagrou a situação na Escola Municipal General Labatut, em Pirajá, onde um vigilante disse que iniciou as atividades nesta segunda-feira (14), após ser convocado, sem saber sequer por qual instituição prestará serviço. Conforme a Secretaria de Educação, Esporte, Cultura e Lazer (Secult), apesar de a informação ter sido passada ao BN por trabalhadores que estavam nas unidades escolares, não havia a confirmação de que eles já estariam em seus postos, “até porque, ainda não houve seleção”. “Não é do conhecimento do órgão a prestação de serviço de agentes de portaria sem contrato assinado. O que pode estar ocorrendo é a contratação de profissionais que anteriormente faziam parte do quadro das empresas que prestavam serviços de vigilância como agentes de portaria e que, por pendências com a antiga empresa, ainda não tiveram sua situação regularizada. A Secult reforça que todos os agentes de portaria que vão atuar nas escolas da Rede Municipal de Ensino atuarão mediante contrato de trabalho”, diz a nota complementar enviada pela pasta.