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Apagão: Calor e insegurança, as principais queixas

Por (David Mendes)

O apagão no final da noite desta quinta-feira (3) que atingiu a Bahia e mais sete estados do Nordeste mudou momentaneamente a rotina da maioria da população afetada. O Bahia Notícias foi às ruas de Salvador para ouvir dos soteropolitanos como foi passar a noite com a cidade completamente sem energia elétrica. Entre os relatos, a sensação de insegurança e o calor, já que a temperatura média na capital baiana está 30 graus neste verão, foram as principais queixas. Foi o caso da vendedora Luzinete Santana, 50, moradora da Engomadeira, que relatou o incômodo que foi ficar sem o ventilador na madrugada. “Quem é que consegue dormir com um calor desses sem um vento para refrescar?”, questionou. Para piorar ainda mais a situação dela, não havia fósforos na casa para acender as velas. “Fiquei retada. Sai me batendo pelos móveis, até chegar à cozinha e só lá me lembrei que não tinha fósforos, e meu fogão só funciona com acendedor automática", lamentou. Já o comerciante Gilberto Melo, 50, passou a madrugada preocupado com as mercadorias que estavam armazenadas nos refrigeradores da sua cantina. “Fiquei preocupado. Achei que o gelo não seguraria os produtos, mas felizmente segurou”, comemorou. Melo relatou que ficou impressionado com a escuridão da Baía de Todos os Santos após o blecaute. “Nunca tinha visto a Ilha de Itaparica tão escura daquele jeito, só enxergava algumas luzes dos navios”. Da janela de sua residência, na Ladeira da Barra, o comerciante confessou que em determinado momento se sentiu inseguro, após observar por muito tempo o movimento na rua, e não presenciar viaturas da Polícia Militar na região. De acordo com a Central de Telecomunicações das Polícias Civil e Militar (Centel), quatro assassinatos foram registrados na capital e em sua região metropolitana. Não houve registros de assaltos ou arrombamentos durante todo esse período que a cidade ficou às escuras.