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ENTREVISTA: TATTI MORENO

“A renovação precisa ser feita. Mas, a manutenção de tudo que já foi feito não pode ser abandonada. Isso é um grande erro”.

Por Daniel Pinto

Na infância, apesar do prazer em montar e desmontar as coisas, Tatti Moreno queria ser mesmo era bailarino. Depois, ele quis aprender a tocar violino. Mas, só conseguiu ter aulas de violão com um ex-cangaceiro cego, o que lhe rendeu apenas histórias engraçadas. “Acho que eu tinha 12 ou 13 anos quando tentaram me levar para fazer o curso livre com Mário Cravo, mas eu freqüentava o ginásio e queria mesmo era jogar futebol, me divertir com os amigos, freqüentar o Baiano de Tênis, não queria nada a sério”, lembra. Estudou contabilidade, foi bancário, mas graças aos caminhos tortuosos do destino, enveredou para as artes plásticas. Desde então, labuta neste terreno há mais de 35 anos. Segundo o próprio Tatti, sua obra mais importante é o conjunto de Orixás do Dique do Tororó. Nesta entrevista, ele fala sobre como os Orixás surgiram em sua vida, revela as perseguições que sofreu por abordar temáticas de matriz africanas em seus trabalhos, fala sobre a importância do Candomblé em sua vida e, por fim, comenta a gestão de Cultura do Estado. Leitura indispensável!
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