Geddel erra no alvo: Menino Maluquinho é outro
Por (Evilásio Júnior/Ricardo Luzbel)

O deputado federal Geddel Vieira Lima errou no alvo ao chamar o prefeito João Henrique de “Menino Maluquinho”. Na verdade, assim como denunciou o Bahia Notícias em 2007 (veja aqui), os verdadeiros "meninos maluquinhos", em alusão às publicações de Ziraldo, são jovens sabidórios emergentes que negociam livros com a Prefeitura. Eles são os intermediários entre as editoras e a Secretaria Municipal de Educação, Esporte, Cultura e Lazer (Secult), que, vira e mexe, realiza contratos sem a exigência de licitação (ver aqui, aqui, aqui, aqui e aqui também). O motivo é simples: a demanda é dirigida, pois os temas requeridos pela Secult são de obras específicas. Aí, não há a necessidade de haver concorrência pública. Os “maluquinhos”, que não precisam de manicômio, a cada acordo celebrado fecham boates, como recentemente no eixo Salvador-São Paulo-Florianópolis, e chegam a gastar R$ 15 mil por farra. A ostentação é tanta que cada champagne estourada para comemorar a elevação das cifras em suas contas bancárias custa cerca de R$ 5 mil. Depois, é só desfilar pelas ruas em seus luxuosos carros, Porsche e Maserati, com as devidas “marias gasolinas”.