Assassinato de gays bate recorde no Brasil

Luiz Mott, do GGB, ameaça denunciar o país pelo alto índice de assassinatos de homossexuais
O número de homossexuais assassinados no Brasil superou 250 casos em 2010, um recorde histórico, de acordo com o Grupo Gay da Bahia (GGB). O dado faz parte do relatório anual elaborado pela entidade, que ainda falta ser concluído, e deve ser apresentado oficialmente em março. Em entrevista ao Terra Magazine, o fundador do GGB e decano do movimento gay no Brasil, Luiz Mott, destaca que foi a primeira vez que a quantidade de homicídios ultrapassou a casa das 200 notificações. Em 2009, foram 198 casos. Para Mott, a situação dos homossexuais piorou ao longo dos oito anos de governo Lula. “Foram anos marcados por muitas declarações e ações afirmativas através do Programa Brasil sem Homofobia, da Conferência Nacional LGBT, da criação do Conselho Nacional LGBT. Porém, poucas propostas saíram do papel. (...) Em termos concretos, a situação dos gays piorou, apesar da festa. Nunca tanto sangue homossexual foi derramado quanto no governo Lula”, declarou. O fundador do GGB estuda a possibilidade de a entidade denunciar o país em função do alto índice de homicídios de gays, lésbicas, transexuais e transgêneros. Em 2010, 65% das mortes foram de gays; 32%, de travestis e 3%, de lésbicas. Informações do Terra.