BRIGA NA BASE DO GOVERNO II
Capitão Tadeu disse que não se importava de ser expulso, porque o governador Jaques Wagner não tem nenhuma ingerência em seu mandato. "Mas vou continuar apoiando o governo", ponderou, para em seguida morder: "A Bahia não mudou. Continua com as mesmas práticas. Não vou cumprir ordens. Fiz isto durante 17 anos na Polícia Militar. Me dá asco ver o que está acontecendo aqui", disse, numa referência ao veto do nome de Roberto Muniz (PP) à vaga de conselheiro do TCE. Veja trecho do discurso: "Senhores, eu tenho vergonha na cara. Fico envergonhado quando vejo deputados aqui tendo posturas contrárias às que tinham no passado. Me dá asco em ver isso. Fico envergonhado de ver deputados aqui que criticavam o carlismo e estão fazendo a mesma coisa hoje. Lutei durante anos contra o carlismo. Fui perseguido, minha família também, meu irmão quase morre com a greve de fome para protestar contra o regime passado, autoritário, carrasco, corrupto e chegarmos agora e ver que muita coisa não mudou. Me entristece isso. A única coisa que posso fazer nesse Parlamento é mostrar que tenho vergonha na cara e que continuo coerente com o meu discurso".