A CRISE MUNICIPAL DIFICULTA JH NO PMDB
Por (Samunel Celestino)
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A demissão do secretário de Serviços Públicos, Fábio Mota, na noite desta segunda feira,3, já era esperada desde que o prefeito se afastou do ex-ministro e candidato derrotado ao governo da Bahia, Geddel Vieira Lima. Trata-se do último quadro indicado pelo parlamentar na gestão de João Henrique. Como foi Geddel que levou o prefeito para o PMDB, afastando-o do PDT, espera-se que haja reflexo político com o auto-afastamento de JH do partido. Aliás, ele só está na legenda formalmente e já deveria ter saído, como afirmou o presidente regional da legenda, Lúcio Vieira Lima, logo após o resultado das eleições estaduais. O comando peemedebista o quer distanciado, mas se ele se afastar o PMDB pedirá o seu mandato ao TRE e, se perder aqui, recorrerá ao TSE. A tese do partido é a decisão do Tribunal Superior Eleitoral segundo a qual o mandato pertence ao partido e não a quem se elegeu por ele. O caso se encaixa perfeitamente nesta situação de crise política-administrativa da Prefeitura de Salvador. O problema, no entanto, é complexo.