VETO DA MESA DIRETORA FOI AÉTICO, DIZ ROBERTO MUNIZ
Por (Cíntia Kelly)
A bancada de oposição na Assembléia Legislativa está apenas esperando a ata da reunião da Mesa Diretora, da última quinta-feira, para entrar com madado de segurança com pedido de liminar no Tribunal de Justiça. A oposição quer o direito de disputar a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), processo do qual foi alijada por uma manobra da base governista. Desde o início da sessão no plenário, os oposicionistas estão discursando como forma de protestar pela decisão "autoritária" dos governistas. O deputado João Carlos Bacellar (PTN) disse que o veto ao nome de Roberto Muniz foi um crime cometido contra a democracia. "Esse crime cometido pelo governo tem que ser levado ao conhecimento de toda a sociedade", disse Bacellar, um contumaz crítico do governo estadual. O líder da oposição, Gildásio Penedo (DEM), em discurso afirmou que a oposição quer disputar um direito legítimo. O governista Capitão Tadeu (PSB) tomou as dores da oposição. Disse estar constrangido com a atitude da Mesa Diretora. O mais atingido com tudo isso, o deputado Roberto Muniz (PP), chamou a decisão de vetá-lo da disputa de "aética".