JH se envolve para evitar derrota e coça caneta

JH tem se empenhado no processo de disputa pela presidência da Câmara
Após o café da manhã entre o secretário de Educação e os vereadores do bloco independente, tanto Bacelar quanto os edis foram chamados para uma conversa com João Henrique (PMDB), que tem se empenhado pessoalmente na sucessão do Legislativo municipal. A preocupação é a de que o grupo, que já namorou a oposição, engate o matrimônio. “Eles perderam o controle e criaram um gabinete de crise no Palácio Thomé de Souza. Há uma interferência muito grande do prefeito no processo e dizem que a caneta dele estava coçando”, declarou o líder da minoria, Gilmar Santiago (PT), que complementou: “cargos estão em jogo”. Nos bastidores, o comentário é o de que o envolvimento de JH teria cunho aritmético: Com a possível adesão dos independentes, Carballal poderia obter 24 votos – o que lhe daria a vitória. Ele tem assegurado o sufrágio dos oito membros da sua bancada (PT e PCdoB) e de Andrea Mendonça (DEM). Contudo, estaria engatilhado o apoio dos três representantes da Igreja Universal [Tia Eron (DEM), Isnard Araújo (PR) e Sidelvan Nóbrega (PRB)], e de pelo menos cinco governistas “rebeldes”, entre eles Adriano Meirelles (PSC) – que perdeu cargos recentemente na prefeitura. “Não temos essa definição ainda, mas há uma insatisfação generalizada na Casa com o governo João Henrique e o processo de articulação conduzido por Alfredo Mangueira (PMDB) e pelo próprio Godinho. Há chances reais de vitória, até porque o voto é secreto”, apostou Gilmar Santiago (PT). A aposta agora é a de que a próxima interferência para engrossar o caldo da sucessão da Câmara seja do governador Jaques Wagner (PT), que já recebeu queixas de JH sobre o comportamento do algoz Carballal.