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Rave em Trancoso é proibida e índios protestam

Não é festa de índio, mas parte da tribo Pataxó Imbiriba comprou as dores dos organizadores da festa rave Art Festival, marcada para acontecer entre 29 de dezembro deste ano e 2 de janeiro de 2011, em uma fazenda em Trancoso, no sul do estado. O juiz André Strongensk, de Porto Seguro, determinou a suspensão da festa. Os índios, que iam vender suas bugigangas na rave, reclamam da perda de oportunidade de fazer um dinheirinho. Cinco mil pessoas são esperadas no evento, entre elas 1,5 mil estrangeiros. Como a multa aplicada no caso de descumprimento é de apenas R$ 50 mil por dia, a Vagalume Records Produções Culturais adiantou que realizará a rave mesmo com a proibição – se não fizesse, o prejuízo seria de R$ 1 milhão. O motivo da suspensão da festa seria a falta de segurança dos pagantes, e a possibilidade de que a festa se torne um ponto de tráfico e consumo de drogas. Enquanto parte dos índios interditaram estrada que dá acesso à Praia do Espelho e aos distritos de Caraíva e Itaporanga, outros querem distância do barulho. “Em festa rave só rola droga, prostituição e cachaça. Quem lucra são os brancos e depois vão embora”, declarou a índia Mucuri Pataxó, 39. Informações do A Tarde.