ONU e EUA pedem saída do presidente marfinense

O secretário-geral da Organização as Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse nesta sexta-feira (17) que permitir a Laurent Gbagbo continuar na presidência da Costa do Marfim seria "burlar a democracia", e advertiu sobre a possibilidade de qualquer ataque contra agentes da ONU no país. O anúncio vem reforçado pelo ultimato dado pelos Estados Unidos e outros países para que o atual mandatário marfinense assumisse a derrota nas eleições de 28 de novembro e deixasse o opositor, Alassane Ouattara, assumir o comando do país. As autoridades eleitorais anunciaram que Ouattara havia vencido a eleição, mas o Conselho Constitucional do país, dirigido por um aliado de Gbagbo, anulou centenas de milhares de votos da oposição e reverteu o resultado. A resistência de Gbagbo, que está no poder desde de 2000, provocou a reação de militantes pró-Ouattara, que marcharam nesta quinta-feira (16) para tomar o controle da TV estatal. Durante os confrontos, o movimento afirma que houve 30 mortos, mas o governo diz terem sido 20. Informações Agência Folha.