JW diz que não queria entrar na briga por cargos
Por (Rafael Rodrigues / João Gabriel Galdea)
O governador Jaques Wagner, durante a cerimônia de diplomação dos deputados, senadores, governador e vice eleitos em outubro, realizada na tarde desta quinta-feira (16), afirmou que não pretendia entrar na briga por cargos no futuro governo Dilma Rousseff, mas disse ter mudado de postura após um chamamento do PT nordestino. Apesar da mudança de filosofia, Wagner declarou que a relação com a futura presidente sempre foi especial e, conforme crê, ela sabe das suas demandas e prioridades. “Eu tenho uma relação especial com a presidente eleita. Antes de vir para a diplomação, cheguei a conversar com ela, por telefone”, revelou, ao tentar demonstrar a dimensão de sua proximidade à sucessora de Lula. Sobre a representatividade da região no futuro governo, mandou um recado para o PT Nacional. “O partido vai ter de decidir se desloca o seu centro de gravidade para o Nordeste, onde só cresce, ou se mantém o foco em São Paulo, onde nasceu”, cutucou. Ainda segundo Wagner, a legenda precisa explicar porque só acha nomes no “Sul-maravilha”. Até agora, extraoficialmente, apenas o ministério da Igualdade Racial fica na cota do governador.