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Sindiferro apoia paralisação de terceirizados

Por (João Gabriel Galdea)

 

Os funcionários terceirizados da Companhia de Transportes de Salvador (CTS), que opera o sistema de transporte ferroviário na capital baiana, decidiu cruzar os braços na manhã desta quinta-feira (9), após mais de uma semana de atraso no pagamento do salário, por parte da Prefeitura. A paralisação teve o apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias do Estado da Bahia (Sindiferro), que responde, exclusivamente, pelo quadro de funcionários concursados, em greve desde o dia 1°. “Nós somos solidários à manifestação deles [terceirizados]. Os trabalhadores não podem trabalhar sem receber. São todos pais de família, que pagam aluguéis, sustentam suas famílias”, afirma Arnaldo Fernandez, diretor do Sindiferro. Segundo ele, a Prefeitura não deu ao menos uma previsão de quando serão depositados os salários e os benefícios (tíquetes e transporte) e, a partir de agora, não tem mais conversa. “O lema é: não pagou, parou”, sentencia. A partir desta terça, os trabalhadores da MJR, empresa que presta serviços de segurança, e da Promat, que faz a limpeza dos trens e terminais, deixam de por a mão na massa. A greve segue por tempo indeterminado e cerca de 12 mil passageiros, que utilizam o sistema diariamente, continuam prejudicados.