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Poste azul é ‘Ferrari’ e de concreto é ‘Fusca’

Por (Rafael Rodrigues)

Foto: Google

Em contato com o Bahia Notícias, o secretário municipal de Serviços Públicos, Fábio Mota, discorda dos valores apresentados pelo jornal A Tarde, de que os postes azuis, instalados pelo projeto Banho de Luz, teriam custado R$ 40 milhões, R$ 26 milhões mais caros do que o que se gastaria se fossem utilizados os antigos postes de concreto. Conforme dados apresentados pelo gestor, os R$ 40 milhões apresentado pela publicação representam todo o orçamento de 2010 para iluminação pública. Deste total, metade seria empenhado somente para pagar o fornecimento da energia elétrica, à Coelba. O secretário acrescenta que a unidade do poste de concreto custa R$ 1,2 mil, enquanto o poste azul, de aço galvanizado, é de R$ 2 mil. Segundo Mota, a vida útil do azul é de cerca de 30 anos, já o de concreto teria de ser substituído a cada 5 anos. “O de aço, se for danificado, ele é recuperado e devolvido para a via pública. O de concreto vira ferro velho”, acrescenta. Ainda segundo o gestor, o novo poste é mais seguro em casos de acidente de trânsito, por ser mais leve. “O de concreto é mais pesado, em um acidente, a possibilidade de morrer é bem maior”, pontua. Por fim, o equipamento de aço, “além de tudo, é decorativo. A iluminação é vista como um imobiliário urbano durante o dia, ficando a cidade mais bonita, e à noite, mais iluminada, por ser mais alto”. Diante a superioridade dos azuis de aço galvanizado frente os de concreto, Mota sacramentou: “É como comparar um fusca com a Ferrari”.