Fogo em Israel se alastra e comove países
O maior incêndio da história de Israel está longe de ser controlado. Em seu terceiro dia, as chamas já atingiram outras duas localidades no norte, previamente evacuadas, e uma reserva natural, enquanto os hidraviões retomam com a saída do sol os trabalhos de combate ao fogo. Durante a madrugada, as chamas chegaram ao moshav (tipo de comunidade agrícola residencial) Nir Etzion, a Ein Hod, um conhecido povoado de artistas e à reserva natural Hai-Bar, cujos animais foram transportados a um local mais seguro desde o início do incêndio na última quinta-feira (2). O fogo se alastra e já chega próximo à universidade da terceira maior cidade do país, Haifa, e de seu bairro mais ao sul, Denia, e o objetivo é evitar que o fogo chegue à urbe. "Começamos a manhã com a mesma tática de sexta-feira, afastar o fogo das zonas verdes em direção às áreas que arderam. Estamos na mesma situação que no anoitecer de sexta-feira", explicou à rádio pública Reshef Hezi Levy, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Haifa. O incêndio causou 42 mortes, arrasou 4 mil hectares, além de um kibutz e obrigou a retirar suas famílias a 17 mil israelenses, com base nos dados da polícia. Três pessoas permanecem desaparecidas e outras 17 estão feridas, três delas com gravidade. Além da ajuda da Autoridade Nacional Palestina, o governo da Grécia, Chipre, Reino Unido, Turquia, Egito, Jordânia, França, Croácia, Rússia, Estados Unidos, Romênia e Espanha são alguns dos países que apresentaram ou ofereceram colaboração. A causa do incêndio ainda é desconhecida.