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JW e Campos pactuam para evitar ‘Efeito Côrtes’

Por (Evilásio Júnior)

Foto: Max Haack/BN

Wagner não brigará por ministérios com Eduardo Campos, e fala em 'cota do Nordeste'

Os governadores da Bahia e Pernambuco, Jaques Wagner (PT) e Eduardo Campos (PSB), chegaram ao entendimento, durante almoço em Brasília, que não brigarão por ministérios. As duas principais lideranças do Nordeste, que estariam na disputa pela Integração Nacional, tiveram encontro com Marcelo Deda, mandatário de Sergipe, e Wellington Dias, senador eleito pelo Piauí, e decidiram que tratarão da ocupação das pastas do governo Dilma Rousseff de forma regional, em vez de cada estado pleitear individualmente os seus espaços. Entretanto, após a polêmica criada pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), que chegou a anunciar o seu secretário Sérgio Côrtes como ministro da Saúde, fato negado depois pela presidente eleita, os aliados do Palácio do Planalto evitam falar em nomes. “Não se trata do personagem. Nós queremos o resultado. Ganhamos a eleição, mas agora queremos políticas públicas para o Nordeste. Não queremos que a composição coloque em risco a convivência dos governadores do Nordeste. PT e PSB são aliados e continuarão a ser. O Ministério da Integração quem sabe é a Dilma. Vamos entregar a ela. Se for do PT terá diálogo, se for do PSB também”, disse Wagner a jornalistas, após o evento. A tendência é a de que Integração, Agricultura, Desenvolvimento Social e o novo Ministério da Pequena e Micro Empresa façam parte da cota da região. Apesar disso, o “Efeito Côrtes” colocou de volta a Saúde na roda de negociações. Na reunião, decidiu-se ainda que os estados nordestinos que não forem contemplados no primeiro escalão devem ficar com empresas públicas, como a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).