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‘Achava que ganharíamos no 1° turno’

Por (Rafael Rodrigues)

O marqueteiro da campanha da presidente eleita Dilma Rousseff, em palestra proferida na noite desta quarta-feira (1°), na casa noturna 30 Segundos, fez um raio-X da disputa eleitoral brasileira. Entre os desafios que encontrou para emplacar a petista, pontuou como principais o de “superar o desconhecimento biográfico”, e “fazer a simbiose (entre Lula e Dilma) sem provocar a overdose”. Quanto à história de vida de Dilma, apesar de ter uma “carreira política longa”, esta “não era importante. Ela nunca foi eleita”. Pesou ainda a campanha que ela sofreu, via internet, de vinculação da sua imagem ao terrorismo, devido à sua ação na Ditadura Militar. Esta estratégia, para Santana, seria “sórdida, hipócrita e absurda”. No início da campanha, o marqueteiro disse temer o resultado das pesquisas que apontavam José Serra (PSDB) como o candidato que representaria a continuidade, apesar de ser de oposição. “Continuidade era o valor mais importante dessa eleição. (...) Por pouco não escapa de nossas mãos o desejo de continuidade, e estaríamos perdidos”, avalia. Na reta final, Santana, que assumiu ter projetado uma vitória “apertada” no primeiro turno, credita a frustração do planejamento a dois fatores: a campanha de difamação com falsas notícias via internet e o “voto de atalho em Marina”, opção de parte do eleitorado que desconfiava de Dilma devido à crise do caso Erenice Guerra.