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Reub não entende pedido de interdição da Ceasa

Foto: João Gabriel Galdea  / BN

Reub: 'Isso é maluquice. O que é que ele vai fazer com os cerca de 120 boxes?'

Em entrevista ao BN, nesta segunda-feira (29), o presidente da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), Reub Celestino, afirmou não entender a solicitação de interdição do Centro de Abastecimento do Rio Vermelho (Ceasa) feita pelo promotor de Justiça Aurisvaldo Melo Sampaio, que alegou condições higiênico-sanitárias inapropriadas e estrutura física carente de reformas. Segundo Reub, o promotor já havia coordenado uma reunião envolvendo Vigilância Sanitária, Sucom e Ebal em relação ao mercado. “Com a permissão dele [Aurisvaldo], fizemos um trabalho chamado 'Ceasa Legal', pra tratar de todas as questões”, adiantou. Para Reub, o ato do causador foi precipitado e irresponsável. “Eu acho que ele ou se enganou ou tomou uma atitude errada de primeiro noticiar à imprensa para depois, eu imagino, notificar a Ebal”, afirmou. Segundo o presidente da Ebal, a empresa ainda não foi informada oficialmente sobre a ação, que pretende interromper os trabalhos no centro de abastecimento do Rio Vermelho neste final de ano. Reub Celestino lembra que o projeto de revitalização do centro foi apresentado à Caixa desde junho de 2010, tendo havido apenas pequenas revisões para sua apresentação definitiva. “Refizemos o projeto, que foi entregue à Caixa, com o dinheiro, em outubro”, afirmou, atentando para o fato de isso ter sido anterior à ação no MP-BA, que pede a interdição imediata do mercado, além da transferência dos comerciantes para um local “adequado” num prazo de 30 dias. “Isso é maluquice. O que é que ele vai fazer com os cerca de 120 boxes? Onde é que ele vai colocar essas famílias, que se preparam para o Natal? A minha resposta é o projeto pronto, com o dinheiro que está no banco, apenas esperando o processo licitatório”, concluiu.