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Dilma era a 'Joana D'Arc da subversão'

Foto composição: Tiago Melo/BN

Após quatro décadas de sigilo, os arquivos da Ditadura Militar sobre a então militante revolucionária Dilma Rousseff ganhou as páginas dos jornais. A edição do O Globo desta sexta-feira (20) traz parte do materia, que qualifica a presidente eleita como a "Joana d'Arc da subversão". Segundo os arquivos, Dilma integrou os grupos guerrilheiros Colina e VAR-Palmares, através dos quais dirigiu greves, assessorou assaltos a bancos e delegou funções, embora não se pôde comprovar que tenha participado diretamente em nenhuma ação armada. Nos documentos constam algumas passagens de sua declaração perante a Justiça Militar após sua captura, nos quais se manifestou "marxista-leninista" e admitiu que o grupo Colina participou de três assaltos a bancos e foi responsável por dois atentados com bombas, sem vítimas registradas. "É uma figura feminina de expressão tristemente notável, mas com uma dotação intelectual bastante apreciável", dizem os arquivos. A atual presidente eleita foi detida em 1970, quando tinha 23 anos, acusada de pertencer a "grupos subversivos", e permaneceu presa durante quase três anos, nos quais afirma ter sido submetida a "bárbaras torturas".