DOCENTES TERIAM SIDO TROCADOS POR ZELADORES
Por (Rafael Rodrigues)
Os professores do município de Iguaí, no sudoeste baiano, estão em greve desde o dia 14 de setembro, mas, sem canal de negociação com a Prefeitura, não vêem perspectivas de voltas ao trabalho. Segundo a professora Rosana Vieira, diretora do sindicato da categoria (APLB), como apenas cerca de 40% dos docentes aderiram à greve, o prefeito Ronaldo Moitinho dos Santos (PSB) preferiu “tapar o buraco” colocando zeladores, porteiros e secretários das escolas municipais para dar aulas. “O ano letivo não será cumprido, e as aulas não existem. São brincadeiras. Ficam fazendo jogo para fechar o ano”, denuncia a sindicalista. A reivindicação da categoria é pela aprovação do estatuto do magistério e de um plano de cargos e salários, além da adoção do piso nacional dos professores, que é de R$1.024. Atualmente é pago um salário mínimo. “Mas o prefeito não quer negociar. Ele nem fica aqui na cidade. Não cumpre expediente na prefeitura. Se ele foi 4 vezes na prefeitura, foi muito. Anda em Salvador, Brasília ou em sua fazenda”, reclama. O prefeito abriu um inquerito administrativo para punir os professores em greve.