ZONA AZUL: RESPONSÁVEIS NÃO DÃO EXPLICAÇÕES
Por (Rafael Albuquerque)
O presidente do Sindguarda, Melquisedeque de Souza, afirmou que, do dinheiro arrecadado através das cobranças da Zona Azul, que está sob investigação do Ministério Público da Bahia, o guardador de carro fica com 50%; a Transalvador, com 40%; e o sindicato, com 10%, a título de “administração e fiscalização”. São 600 guardadores sindicalizados que tomam conta de quatro mil vagas. Melquesedeque pondera que o valor cobrado é um dos menores do País: R$ 1,50 por duas horas; R$ 3 por seis horas; e R$ 4,50 por 12 horas. Ao ser indagado se a prefeitura fez licitação para a Zona Azul, o superintendente da Transalvador, Renato Araújo, se esquivou: “Não sei. Quando eu tiver a informação, terei o maior prazer em lhe atender, após a notificação do Ministério Público”. A Procuradoria do Município, que dá a palavra final sobre a legalidade das transações da prefeitura, também eximiu-se da responsabilidade de dar explicações. Disse, por meio da assessoria de imprensa, que a Transalvador tem autonomia em relação à Zona Azul.